quinta-feira, 31 de maio de 2012

Começo, meio e...

Nos conhecemos por acaso. Apresentado por um amigo com recomendações de que ele iria me fazer muito bem. Receosa como sou, não criei tantas expectativas. Nosso começo foi explosivo, estava sempre comigo e dialogávamos o tempo inteiro. Parecia que a cada dia eu aprendia mais e mais com ele. Dormir com ele era tão gostoso ao mesmo tempo que uma tortura. Me debatia com a minha obrigação de dormir e com o fato dele estar ali ao meu lado, tão próximo e distante ao mesmo tempo. E assim éramos nós nas primeiras semanas, companheiros inseparáveis e cúmplices.

Depois de um tempo tive que sumir e deixa-lo de lado. Não conseguia mais dar conta da nossa relação com tantos outros compromissos e afazeres que tinha. Era estranho não estar com ele, não saber mais das coisas que ele tinha para me contar e imaginar que havia uma vida acontecendo e eu sem tomar conhecimento dela.

Acalmada a vida voltamos a nos relacionar, mas já não era a mesma coisa. Algo estava diferente e as coisas pareciam confusas. Quem era ele e da onde vinham aquelas novas informações que me contava. Então era isso, depois de tudo que vivemos lá estávamos nós, juntos e sozinhos, tendo perdido a nossa sintonia.

Livro de 600 páginas, foi o tempo que nos matou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário