quarta-feira, 27 de julho de 2011

No matter what they say

Eu andei relendo os meus posts no blog e percebi uma coisa comum a todos eles: minha insatisfação com o meu peso, o que necessariamente não está associando com minha vontade de emagrecer. Claro, quero emagrecer mas não tenho feito nada para isso e de forma consciente. Sei do meu gosto por comida e até da minha necessidade de comer essas coisas, eu poderia canalizar o meu estresse para exercícios físicos (fica a meta para o futuro), mas e o tempo para isso?

Eu sei que ser saudável é importante, eu mesma fico doente quando passo muito tempo me alimentando mal. Mas a verdade é que algumas pessoas não tem condições de cultuar o próprio corpo. Por causa de uma série de motivos como: tempo, dinheiro, logística e, por que não, vontade? Afinal de contas para algumas pessoas malhar é muito chato. De qualquer forma uma coisa são 30 minutos na esteira, outra coisa são 1 hora e meia na acadêmia fazendo uma série de atividades. Para quem faz cursinho 30 minutos é um investimento mas 1 hora e meia é perder tempo. Para quem trabalha e depende de transporte público também, o trânsito das 8h da manhã é bem mais intenso que o das 6h30. Fora que é cada vez mais difícil manter uma rotina, por mais que se planeje ir 3 vezes na semana a academia, pode surgir um trabalho, uma prova ou uma reunião que requer preparo e por causa disso acaba sendo doloroso financeiramente se comprometer a pagar um plano de acadêmia. No meu caso moro em frente a um parque, mas não são todas as pessoas que tem essa "sorte".

E agora? O que fazer se está intrínseco na mente de várias pessoas, inclusive eu, que só seremos bonitas quando formos magras? Porque eu acredito que algumas pessoas, inclusive eu, simplesmente não serão magras. Poderão ser mais ou menos gordas, gordinhas, cheinhas, não magras porém não gordas(meu objetivo no momento), enfim...

Preciso mudar o meu discurso, assim como algumas práticas e aceitar que não serei o tipo modelo, mas que minhas curvas extras não podem me impedir de ser feliz. Eu tenho o direito de usar a roupa que eu quiser (exceto top, convenhamos), me sentir boa o suficiente para os caras que eu gostar e não me sentir nojenta comendo coisas gordas em público (exceto gorduras e óleos que realmente são nojentos).

Olha aí a Beth Ditto me dando tesão com essa autoconfiança e, porque não, sensualidade.

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