domingo, 22 de setembro de 2013

Geração "why"...

Tenho lido muitas coisas sobre a minha geração Y, sobre como nos achamos muito mais especiais do que realmente somos e por isso queremos conquistar o sucesso e o reconhecimento mais do que imediatamente. Ao mesmo tempo em que me sinto acolhida nessa multidão de semelhantes, me sinto também ainda mais perdida sobre o percurso de vida que devo seguir. Não sei se foram os três anos que cursei de economia, mas a minha mente acredita que é preciso ter um plano de carreira e com a crescente crise do jornalismo (ou a transformação do jornalismo como conhecemos) me vejo no meu velho paradigma: dinheiro X felicidade. Já escolhi a felicidade uma vez quando decidi abandonar minha graduação na pomposa ciências econômicas para começar jornalismo, mas talvez tomar uma decisão como essa aos 26 anos seja imensamente diferente do que aos 23 e pode ser por isso que ao invés de decidir eu me encontro parada, congelada e amortecida nessa encruzilhada. Fico tentando me dizer que não existe essa tomada de decisão, não preciso escolher entre ser jornalista ou assessora de imprensa e que eu estou em um barco em alto mar, que em algum momento avistarei a terra e vai ficar tudo bem. O problema é que os suprimentos estão acabando, os dias cada vez mais quentes e as noites cada vez mais frias. Acho que o que me resta é rezar, mas sou ateia. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário